quinta-feira, 29 de março de 2012

Não fui eu.

Porque eu tive que lhe perder?
Pra aprender , que eu já não sou mais a mesma sem você...
Aprender, que a falta faz, que falta faz! Que não ter você, não é pra mim, não é assim
Que a falta faz, que eu fico assim, que dá vontade de dizer
Não aprendi, nem te pedi, não vem dizendo pra esquecer
Já não sei mais, viver assim, eu só preciso de um porque
Pra então depois, te tirar, lhe tirar
De perto de mim

Teu telefone, continua a tocar
E o meu batom, passo sempre a te esperar
Eu já não sei, não aprendi, a esse amor desapegar
E o tempo vai dizer, vai fazer, em vão, eu esperar
Esperar , que um dia tudo mude e enfim
Você se ajoelhe, pedindo pra mim
Mais uma chance, um último adeus,
Primeiro a desistir, não... Não fui eu.

Abril de 2010

domingo, 25 de março de 2012

Sobre dizer o que está guardado...


   E tudo se desfaz... E tudo um dia, mesmo que tarde acaba. 

Três, dois, um...

   É tanto tempo. É tanta coisa. É tanta coisa pra pouco tempo. Ou vai ver seja muito tempo pra tanta coisa, e aí a monotonia vem, e aí as portas se escancaram pros problemas, pros desgastes, pros problemas que desgastam.
Pros desgastes que geram problemas.

   Sabe, me desculpa a incompressão, mas é que até cinco minutos atrás tava tudo bem. É que até meu último piscar de olhos eu tava bem. Até meu último piscar de olhos estávamos bem.
E daí, tal como o dia amanheceu, eu me vejo nublada, me vejo em geadas, me vejo tirando todo o calor dos que me rodeiam, me vejo atrapalhando os planos de parte do mundo. Sinto-me tão assim, que assim, não sei definir o que é assim.


 Sinto-me afim, de enfim, mudar e por fim. 
Por fim e mudar. 
Mudar e entender, entender o porquê.
 
Eu não quero, não mais, não conseguir entender. Eu não quero, não mais, ser deixada assim pra trás. Eu não quero, não agora, ter que esperar essa demora pra só então dizer que eu fracassei que eu não quero isso mais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Sobre fones, óculos e bonés...

Daí então ela decidiu que trilharia seu caminho sem seus fones de ouvidos.
E pôde então perceber o barulho dos carros, o som dos pássaros, a sola do sapato ao bater no chão, as exclamações alheias, as reclamações alheias. Decidiu que trilharia sem seus fones de ouvido, pausa na música, play no que acontece a sua volta... Parecia de certa forma mais simpática. As pessoas a abordavam sem medo de lhe atrapalhar ou de serem ignoradas. As pessoas sorriam... apenas sorriam.
Dado esse passo, ela decidiu que trilharia seu caminho sem seus óculos escuros.
Queria ser assim de agora em diante, deixar que a luz do sol a incomode e que esporadicamente até a fizesse lacrimejar, apenas pra sentir o gosto salgado em seus lábios, começava literalmente a ver o mundo em outra ótica. Podia ver claramente a luz que a rodeava, o sol que a encobria, o brilho nos olhos das pessoas, e o melhor: permitia que vissem o seu brilho também.
Mais uma vez então, resolveu que trilharia seu caminho sem seu boné, e permitiu que o vento lambesse teus cabelos e que o sol esquentasse sua moleira, que o cheiro de erva-doce do shampoo agraciasse quem mais estivesse por perto.
Percebendo o quão bom foi aquela mudança de comportamento, resolveu que trilharia seu caminho totalmente despida. Não havia fones, óculos, bonés... Mas não é desse despir que ela estava falando. Ela estava falando sobre livrar-se de seus egos, despir-se de suas fraquezas, aposentar as inseguranças, olhar sem as lentes do medo, ouvir apenas o que lhe convém, sentir e deixar-se aquecer por tudo aquilo que a faça melhor.


E então, depois daquela semana, despida de certas coisas, ela pôde seguir em paz, procurando mais alguma história que pudesse me contar...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Volta a bela senhorita de cabelos sedosos.

   Volta sem muita coisa pra contar...sobre o belo rapaz? Ela já não tem mais tanto gosto. Se antes era tempestade, hoje é chuva fina. O que mais a parecia um campo verde com belos girassóis hoje parece aos olhos dela uma paisagem qualquer. As borboletas voaram e seu desejo de estar junto a ele também. O que chamara de amor hoje chama de inconstância. O que era certeza virou dúvida. 
   Ainda faz visitas ao rapaz todas as noites, em seus sonhos. Vez ou outra se falam e ela gentilmente cede a uma conversa na praça mas deixa claro a ele que é apenas isso. Chega a ser cômico olhando tudo de longe. Ela tranquilamente, de forma quase infantil saboreia um algodão doce, e pelo olhar dele percebe-se o desejo de sentir o agridoce de seu beijo, ela arruma o cabelo, ele lembra da forma como ela gostava de desgrenhar os fios do cabelo dele. Ela sorri timidamente e ele parece querer gritar de dor por não tê-la mais consigo. Parece querer gritar e escancarar pro mundo todo que ele precisa apenas dela pra ser feliz. Da forma como seus dedos entrelaçavam-se, do jeito que ele sussurava ao seu ouvido... Ele planeja então correr atrás das borboletas que teimaram a sair da barriga da senhorita... Ele tem rogado a Deus pra que aquilo seja uma fase ruim e que a bela história de amor não termine por aqui.

sábado, 10 de março de 2012

E se tanto falei em invadir e conquistar,

dessa vez quem foi invadida fui eu. Você me ganhou.


  
 Começaria essa história com um "Era uma vez" ou algo assim, mas apesar de todo o enredo de conto de fadas, seria muito clichê. Soaria até ridículo. Então eu vou começar do jeito que achar mais conveniente...


   Jovem senhorita dos cabelos sedosos... Vivia a vagar sozinha por entre seus mundos. Era tudo igual. Saia nos mesmos horários, para fazer as mesmas coisas. Aliás, não tinha muito com o que se ocupar. Aliás, tinha sim.    Pensante, sonhadora, idealista. Enchia sua cabeça de ideias e planos que nunca conseguiria colocar em prática, mas, ainda assim não se cansava de traçar os seus planos. Mantinha a cabeça ocupada demais com tais pensamentos. Não sobrava tempo pra ser feliz.
   Até que então, num desses dias que tudo te surpreende e nada parece fazer o mínimo sentido, eis que surge um nobre mancebo. Entra, senta, toma cafezinho e tudo mais. Tudo isso sem se quer bater na porta. Foi tudo tão rápido, tão intenso! Aquela pobre senhorita não sabia o que estava por vir.
   Noites mal dormidas, dias longos pensando em como tudo acontecera tão devastadoramente. Eis que por alguns segundos ela achou que estivesse amando, mesmo sem nunca ter sentido tal coisa. Eis que seus planos ficaram como segundo plano. Eis que seus sonhos já não a pertenciam. Eis que a lembrança do perfume do nobre mancebo insistia em acorda-la. Eis que suas mãos sentiam falta de entrelaçar-se nas dele. Eis que de repente, não por acaso, ela que sempre planejou tudo viu-se numa dessas surpresas da vida, desses encontros, desses romances. Eis que o destino agora fazia sentido em sua vida e que pela primeira vez ela -quem sempre se questionava sobre tudo- permaneceu calada, com um sorrisinho no rosto e com umas borboletas que não cabiam na barriga...