E de repente é como se não nos conhecêssemos. A forma como fala, o jeito como se veste, suas atitudes, os lugares que freqüenta, as pessoas com quem anda. Seu perfume... Eu reparei. Ele mudou, não é?
E de repente o silêncio paira sobre nós. É como se realmente não tivéssemos o que conversar. Sinceramente? Nada do que você tem dito me atiça a curiosidade e creio que o sentimento é recíproco. Aliás... Perdoe-me. Eu acabo de cometer um equívoco. Afinal de contas eu realmente estou curiosa para saber o que lhe aconteceu para que mudasse assim. Nããão! Não me julgue mal. Eu entendo, aceito, apoio e sou a favor –totalmente a favor- de mudanças. Elas são necessárias. Mas por favor, responda: por que perder a sua essência assim? Trágico!
Eu queria que aquele tempo, aquele nosso tempo voltasse e que as lembranças de você fossem boas. Que as lembranças não fossem de alguém que se perdeu nas suas próprias indecisões. Eu queria que a inocência voltasse e que a espontaneidade estivessem com você, assim, o tempo todo, como era antes. Mas se de todo as coisas não puderem voltar a ser como era no passado eu lhe peço uma coisa: Deixe-me fazer parte da sua vida. Deixe-me conhecer esse “você” que eu não gosto tanto, mas vai ver é porque não conheço...