sábado, 7 de janeiro de 2012

Como se

Como se de repente tudo mudasse,
Como se de repente o mundo parasse, 

De uma hora para outra, sem perceber,
                                               de uma hora pra outra, não vi você.
Como se por acaso,
                    na hora errada
Como se eu entendesse essa parada.

                                 
 Como se não dissesse não quero mais, como se algo importante    
  ficasse pra trás.
Como num piscar de olhos,
    como se numa batida de coração,
                   como se assim, de supetão.

 Tudo mudasse, eu não tivesse ninguém,
tudo parasse e eu entendesse bem. 

Como um choque, de realidade,
 como numa fantasia -bem infantil-,
como num silêncio na hora errada,
como uma amizade juvenil.


Como se eu entendesse o porque de ser agora,
como se eu quisesse essa demora.
              Como se aceitasse tudo muito bem,
              Como se ao meu lado eu procurasse e não encontrasse ninguém...

"Me conte seus segredos e me pergunte suas dúvidas"

O que eu queria mesmo era ter pra onde correr em noites como essa. Te abraçar como se pra rancar pedaço. Ouvir você cantarolar baixinho aquela música que eu gosto do Coldplay e me admirar adormecer no teu colo, nos teus abraços. Eu queria mesmo era poder te ligar qualquer noite dessas e dizer que eu perdi o sono, pra você só falar besteiras enquanto eu, vez ou outra, murmuro alguma palavra ou frase desconexa. Eu queria poder fechar os olhos quando tocasse aquela que seria a nossa música, ter a nossa foto fazendo caretas como plano de fundo do meu celular, e escolher "The Scientist" como seu exclusivo toque. Eu queria poder ler "Querido John" e me fantasiar como sendo sua Savannah, vivendo um amor inesperado e repentino. Eu queria ser seu ar, seu chão e tudo aquilo de mais clichê que sempre escrevem os poetas por aí.
Eu queria era ter alguém pra querer tudo isso ... Eu queria poder saber que de fato você é uma certeza, não será ilusão e tampouco decepção.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

E?

Vai ver nossa história foi escrita exatamente pra isso: pra não fazer sentido
Cada um assim, pra um lado.
Eu me canso de você e te esqueço. Você de mim e me ignora.
Vez ou outra, por coincidência talvez, a gente se esbarra. Coincidência não, carência.
Daí começam as ligações duradouras no meio da madrugada, os desabafos, indiretas e algo parece surgir.
Como uma ventania que passa rápido e deixa estragos. Você vem, me tira da minha zona de conforto, desgalha minha árvore e depois some, como se nada tivesse acontecido.
Passa frio, passa ligeiro, passa dilacerante, maltrata meu coração...