quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sem dedicatória

Bem queria que fosse meus os beijos seus. Bem podia ser sobre mim os planos teus. Bem pudera abrir-te enfim, amar a mim, pensar em nós, negar o fim, incluir-me em seus planos, medos, anseios.
 Bem desejo ser então reais os versos banais que eu escrevo pensando em ti. Nem penso em desistir, não quero nem saber. Quero-o aqui, nos braços meus e então viver para sorrir... Talvez...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Sobre amizade

   Não hesitei e esbocei um sorriso ao ler aquilo. Um sorriso largo e duradouro.
  Me peguei em pensamentos relembrando dos melhores momentos, da música boa, do sol que queimava sem arder, dos choques degustativos que cobriam meu paladar. Da poesia em voz alta, das confissões ao pé do ouvido, da tonteira no meio da mais completa escuridão.
   Revivi as gargalhadas intensas que nos tirava todo o ar. Das quatro pessoas que em uma única tarde me fizeram feliz por um mês inteiro.
Agora, pós o sorriso bobo que durou meia hora, rogo aos céus para que tudo se prolongue, para que a felicidade seja constante no dia a dia, que eu não esqueça da receita para poder sorrir.
 E ah, se por acaso eu acertasse o próximo "mês" e me perguntassem o que eu queria da vida, eu responderia quase que em um grito: "A amizade de vocês por perto".

sábado, 23 de junho de 2012

Prece

Maldita seja a hora em que falaram de você pra mim.
Maldita seja a hora em que parei meus olhos em você.
Maldita forma de falar que me enfeitiçou e roubou de mim o meu juízo.
Maldita hora em que deixei que minhas músicas tornassem-se suas também, e que suas gírias tomassem conta do meu vocabulário. 
Maldita hora em que corri pros seus braços e chorei em seu ombro.
Tanto tempo faz... Tanto tempo passou e tanta coisa ficou. 
Mesmo que de forma involuntária. Eu já cansei de escrever versos inspirados em você.
Resta-me então rogar aos deuses do tempo que façam com que os dias passem mais rápido e diminua a minha dor.

A tristeza que habita dentro de mim



Acordei com vontade de chorar.
Talvez a vontade tenha vindo repentinamente e seja fruto dos últimos dias. Talvez o choro venha querendo compensar todo esse tempo em que se quer tempo para chorar eu tive. Talvez seja só fruto da noite que passei em claro pensando em como seria tudo se tudo ainda pudesse existir.
Talvez o choro viesse apenas para preencher esse buraco negro que instalou-se em meu peito. 
Eu tenho vivido assim: seguindo minhas intuições. Guardando minhas experiências e me calando diante de tanta coisa que eu tenho visto.
Me perguntam se estou bem. No todo, eu tô bem. Mas eu ficaria melhor se eu pudesse tirar tantos "talvez" do meu dia a dia. Amanhã eu seria bem mais feliz.
Essa obrigatoriedade em seguir horários, cumprir ordens, viver um dia de cada vez... Isso não me atrai! Isso é tolo demais para mim.
Quero sair sem rumo, quero conhecer gente nova. Quero me descobrir, crescer, entender e saber, o que quero, quem eu quero. Não quero mais chorar.
Eu não quero viver de nada. Quero preencher meus egos, saber o que eu tenho, o que você faz... Parar de sofrer. Seduzir a felicidade para perto de mim. Quero crescer, te deixar em paz, mesmo que eu sofra mais. Agora tudo é meu! E amanhã eu quero poder ser feliz.
Eu quero me descobrir, quero crescer, entender e saber que eu posso ter além do que quero. Eu queria ter borboletas como animais de estimação.
Eu queria poder tocar a paz, abraçar a felicidade e consolar a tristeza. A tristeza do mundo... A tristeza que habita dentro de mim!

Velhos Rascunhos e uma canção inacabada


Eu não costumo fazer muito isso.
Esse post esteve salvo em "rascunhos" durante muito tempo.
Na verdade é composição minha. Minha para alguém... Alguém que usa dessas frases, dos meus versos. Que cantarola sobre meus sentimentos por aí. Alguém que passou e foi embora. Da tal pessoa restou apenas versos. E esses, talvez seja os mais significativos.
Deixo aí então, minha saudade e minha angústia exposta para o mundo todo, quase que de forma infantil.



Oh estrela, que tanta luz me dá,

Oh estrela, no céu a iluminar.
Não deixa me faltar amor, seja a vida difícil como for,
E os amigos que me tragam bem, e que o sol não pare de brilhar
A todos aqueles que não me convém, que Jah enfim possa os afastar.
É mais um dia, o sol, o vento a soprar, a fina brisa é fácil de sentir.
Eu vejo pássaros soltos pelo ar, tentando enfim, quem sabem me mostrar
Mostrar que é assim, eu preciso de você, você de mim
Mostrar que é assim, que a felicidade, é tá do lado de gosta da gente de verdade...


Oh estrela, que tanta luz me dá,

Oh estrela, no céu me iluminar.
Não deixe de estar aqui
Não deixe me faltar amor
Nas dificuldades vou sorrir
Aconteça o que for quando eu olhar para o céu te desejar...
E ter certeza que ao seu lado eu sempre vou estar

Poltrona Vazia

Hoje não sou mais que uma poltrona vazia.
 Sou poltrona vazia por opção mesmo. 
Opção que tomei a partir do momento em que virei opção para vocês. 
Se gosto assim? 
Devo confessar que não. Mas é como se não tivesse mais escolha. 


Quebramos nossos laços, 
desatamos nossos nós. 

Durante certo tempo digo que sofri por isso. Aliás, sofro ainda. 

Mas será que realmente devia? 
Perguntas... 
Perguntas... 
                                                 Perguntas.

A vida seria mais fácil sem elas. 
Mais sem graça também.

Desejaria que isso tudo fosse engano, que fosse surpreendida qualquer dia desses com algo bom porque surpresa não seria vê-las na inércia enquanto eu sou uma poltrona vazia por aí.

Trânsito de sentimentos

Daí eu abro a porta, empurro as cortinas, agoou as plantas e tomo um banho duradouro.
Daí eu saio a rua com qualquer pedaço de pano que cubra meu pescoço e aqueça meu antebraço. Coloco meus fones de ouvido e já era. Estou em um mundo paralelo. Um mundo onde o falatório não vem de terceiros... Vem de mim mesma. O congestionamenmto forma-se próximo ao coração onde a turbulência e o trânsito de 
sentimentos é tão intenso quanto a avenida principal em horário de pico.
A cabeça pesa no travesseiro e os olhos, mesmo fechados conseguem ver - aquilo de menos convidativo, aliás -. Os ouvidos, mesmo em repouso insistem em captar ruídos advindos destes pobres que continuam a gargalhar do meu nome.
E minhas pernas... Bom. Elas cansaram-se de correr para lugar algum e vacilaram na taverna de decepções que transformou-se meu mundo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vazia...


Sabe garoto, você de alguma forma, por algum motivo, me chama atenção.
O som do seu silêncio, a lentidão como pisca os olhos, a forma como observa os outros... Os outros. Não a mim.
Eu investiria todas minhas horas livres em você se pudesse conhece-lo melhor, saber dos seus anseios e desejos. Saber das suas angústias e medos.
Sabe garoto, eu queria poder ser alguém pra você. Eu queria ao menos poder querer você por perto.

Eu queria ver teu sorriso de perto e perguntar a você como foi o seu dia. Queria discutir sobre o maldito sistema que nos corrói e brigar contigo, chorar uma noite inteira, até que meus olhos ficassem inchados, só pra depois fazermos as pazes.
Queria me encher dos seus beijos, me dopar dos seus abraços, me cansar dos seus telefonemas, decorar suas desculpas esfarrapadas, te inserir nos meus planos.
Te apresentar para minha família, inclusive pra aquele tio chato que provavelmente implicaria com seu penteado ou com seus óculos tortos. Te acordar com um telefonema, cantar no teu ouvido e adormecer com o seu cafuné.
Queria um porta-retrato rústico com uma foto nossa fazendo careta bem ao lado do meu som, um rabisco seu na capa do meu caderno e algumas sms's me desejando bom dia.
Queria tanto... Não tenho nada.
Contento-me então - por precisão - com minha imaginação, minhas linhas frias e minha vida vazia.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

As cartas que nunca chegam

   Eu não sei de onde, quando ou porque, mas minha necessidade de você vem ressurgindo. Ressurgindo da mesma forma que de antigamente. De forma irracional - só guiada pelos sentimentos-, de forma infantil - recheada de birras e ciúmes -.
 Não sei se com essa seriedade toda que estamos levando a vida conseguimos perceber o que nos importa, o que nos falta... "O essencial é invisível aos olhos"... Vai ver é por isso que repentinamente comecei a escrever isso. Vai ver no momento, meu coração pulsa tão forte a ponto de guiar involuntariamente minhas mãos para escrever sobre ti.
 É como se cada vez mais, quanto mais nos conhecêssemos, mais distante ficássemos. Eu já não sei mais o que  esperar de ti, nem você de mim. Ao estender minha mão já não sinto mais a tua para que eu possa esquentar - como fazíamos sempre -. Ao abrir os braços já não sinto teus abraços a me reconfortar. Os finais de semana são ocos sem saudades.
  Um, dois, três, sete, dez dias sem se ver. Antigamente isso não era normal. Era tão torturante e assustador ao ponto de ser enredo de cartas enumeradas narrando a saudade e a falta que me fazia você. Futebol nunca mais foi tão engraçado como os jogos da copa que passei ao teu lado. As tardes não mais engraçadas e os sorrisos não mais tão sinceros. E as cartas... As cartas que eu já não recebo de ti.
   Crescer é bom, é legal, é preciso. Eu sempre quis crescer. Mas hoje, olhos pros lados e me reavalio. Será mesmo que crescer é assim?! Estamos fazendo certo? Crescer tem como sinônimo estar só? Deixar de sentir? Se manter alheio? Não dar valor?
   Crescer só trouxe para mim saudade. Saudade das nossas conversas, carinhos e até das brigas. Saudades do cuidado, das cartas, da preocupação e da surpresa. Saudade de ser pega de surpresa com uma visita ou uma ligação que fosse.
   Há muito eu venho me sentindo sozinha, deixada de lado. Uma bonequinha velha e empoeirada. Brinquedo de infância que só trás lembranças, saudades e nada mais. Há um apreço pela tal boneca, mas ela já não lhe diverte mais. Você costumava brincar com ela e hoje procura por novos brinquedos.
  Tanto se fala em mim e em minhas diferenças. Mas, ultimamente, responda: o que tem diferenciado os outros de mim? O tal do "invisível aos olhos"? Sabe, é bonito e poético mas não tem me sustentado. Não tem nos sustentado.
   Nem sei se estou no direito de exigir tanto - creio que não -, entretanto, se alguém não falar como se sente, aonde chegaremos?

   O fato e a certeza de tê-lo distante cada dia mais não deixa de trazer dor. Pelo contrário, tem aumentado por entender que estamos perdendo tanto tempo. Tempo esse que tem passado cada vez mais rápido, quase "invisível" aos nossos olhos.
   A bem da verdade é que eu se quer sei o porque dessas linhas. Prefiro defender a teoria de que meu coração tem batido tão forte a ponto de guiar minhas mãos. A bem da verdade é que quanto mais eu me pergunto mais eu quero saber porque da distância. Porque insistirmos a nos manter tão distante, mesmo estando tão perto...
  A bem da verdade é que eu ando triste, bem deprimida a ponto de só querer algumas horas em silêncio contigo, até uma lágrima poder descer e eu sentir toda a paz desse mundo. Só por estar ao seu lado. Para eu poder ver o que tem sido invisível a algum tempo, para eu poder ter a certeza de que você é um anjinho de asas fechadas que veio para me ensinar a enxergar tudo que é invisível, tudo que só sou capaz de se ver quando eu tenho você ao meu lado.

- Escrito em algum dia desses de 2011. -

sábado, 2 de junho de 2012

Rascunhos sobre uma tarde atípica


Descobri o que me aconteceu. Perdi a minha graça. Só não lembro se a esqueci no ônibus ou no assento da praça. Perguntei ao garçom se a deixei junto a gorjeta, perguntei ao mendigo se tava ali pela sarjeta. Debaixo da cama, no fundo do bolso, no fundo do poço. Perdi minha graça e hoje é tudo solidão. É tudo tão cinza. Imensa escuridão. Oscilo a todo instante, chego a me cansar, mas então a vida segue e a gente tem que continuar.
Aceito o desafio, continuo o meu caminho, há tanta gente querendo me fazer chorar... Mas eu sigo por aí, ensaiando um sorriso. 

É só...

É só questão de aprender a lidar com as percas. Perca de humor, perca de um grande amor, perca de afinidade, perca de vontade. 
Aprender que algo sai pra algo novo entrar. Aprender então a acostumar-se com o novo, com a nova... A nova fase de uma vida, a nova fase da sua vida. É tudo questão de ponto de vista. É só perceber que na verdade, a melhor saída é essa. Acostumar-se, sem pressa, e torcer pra que enfim, dê tudo certo, antes que chegue o fim. E que no caminho eu não me esquça que se eu caio às vezes é para que cresça. Cresça diante do mundo, perante os problemas. Cresça no fim das contas e amadureça. E que siga então feliz, com novos amores, novos amigos que seja. Que eu seja feliz e mais nada. Que eu me lembre disso na estrada...