Tu que antes fostes lagarta, que encasulou-se preparando-se para o mundo liberto, que tivestes tempo suficiente para moldar-se e livrar-se da aparência assustadora que tinhas.
Tu que antes fostes lagarta bate asas de forma suave, mostra-se delicada quando na verdade tens uma força tremenda. Engana a todos sem qualquer pudor.
Tua beleza e delicadeza não a mantém viva. Os poemas, letras e versos que servistes de inspiração não faz com que vivas mais.
Precisas dos outros. Precisas sugar a vida do outro, apossar-se do trabalho já feito. Não sabes que beleza não gera vida.
Não gera, e pelo simples fato de não gerar... Falta. Falta vida e então a morte vem.
Poderia falecer da mesma forma que os outros... Mas não. Morre de forma indigna. Pouco produz, pouco acrescenta. Vive na sombra da ingratidão.
Gaba-se de sua beleza mas esqueces o quão horrenda era no começo. Esqueces que beleza é relativa. Não sabe que pouco sabes da vida. Não sabes que joaninhas são muito mais apreciadas por mim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário