Daí eu abro a porta, empurro as cortinas, agoou as plantas e tomo um banho duradouro.
Daí eu saio a rua com qualquer pedaço de pano que cubra meu pescoço e aqueça meu antebraço. Coloco meus fones de ouvido e já era. Estou em um mundo paralelo. Um mundo onde o falatório não vem de terceiros... Vem de mim mesma. O congestionamenmto forma-se próximo ao coração onde a turbulência e o trânsito de sentimentos é tão intenso quanto a avenida principal em horário de pico.
A cabeça pesa no travesseiro e os olhos, mesmo fechados conseguem ver - aquilo de menos convidativo, aliás -. Os ouvidos, mesmo em repouso insistem em captar ruídos advindos destes pobres que continuam a gargalhar do meu nome.
E minhas pernas... Bom. Elas cansaram-se de correr para lugar algum e vacilaram na taverna de decepções que transformou-se meu mundo.
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